Ôxe é pra minha mãe.

 

 

 

Tem certos dias que no meu silêncio,

Abraçado à lida do cotidiano,

Vou revendo a vida, refazendo a história

Os muitos caminhos, coisas que vivi.

 

E, de repente, bate uma saudade...

Daquele aconchego, da casca do ovo,

Daquela presença, esperança forte.

Da crença na vida, da mulher de pé.

 

Quando me lembro de deitar no colo,

De ficar quietinho, escutando o pulso

Deste coração,  que acalenta o mundo,

Que acalma a alma, abrigando o corpo.

 

Quanta saudade desse meu abrigo,

Do olhar profundo, da sabedoria.

De quem me entendia, e, mesmo em silêncio

Ensinava a ler no livro da vida.

 

Sandro Olímpio

quinta 09 dezembro 2010 06:26


Curtindo um som

Gostei do som deste povo. Um instrumental diferente, com pesquisa de sonoridades e temas. Só ouvindo mesmo. lign="center">   

sábado 13 fevereiro 2010 21:26 , em Música


Era uma vez uma menina que estava com sono, deitou na rede, fechou os olhos e dormiu.

Blog de outrossentidos :Arte Educação, Era uma vez uma menina que estava com sono, deitou na rede, fechou os olhos e dormiu.

Ler é um prazer ímpar. Lemos para nós mesmos, para os outros, por diversos motivos, mas se há uma leitura mais cheia de emoções e de imprevisões que a leitura para crianças, duvido.

Leio para minha filha desde seus primeiros meses de vida.  Acostumei-me a ouvir música, rezar e ler um pouco antes do sono noturno.  Não posso dizer que fui fiel a todas as noites, nem que a disposição sempre foi a mesma, mas garanto que sempre é divertido e nunca monótono.

Há dias em que os pais cansam, os olhos pedem o escuro e o restante do corpo uma grande pausa, mas o que dizer desses alienígenas que chegam ao nosso mundo e são conduzidos por nós à maturidade para adaptarem-se aos nossos costumes e valores?  É preciso satisfazer suas necessidades. Aproveitar toda energia e percepções sobre-humanas com as quais já vem dotados antes que desacelerem.

Quem não viu esta cena? O Sr.papai dormindo com todos os seus roncos e a  filha , ou filho,  de olhos vivos e acesos brincando na rede, rolando em cima de sua barriga tentando descobrir o que as páginas dizem e procurando o botão em seu rosto com o qual ele reabra os olhos e conte o final da história.

- Mas hoje, tem historinha ou não? Não enrola papai.

-Tá legal. Atenção! Era uma vez uma menina que estava com sono, deitou na rede, fechou os olhos e dormiu.

_ Pronto?

-Pronto. É uma história curta.

-Assim não vale! Essa sou eu. Você tá enrolando. Com essa história eu não vou dormir!

Quando lemos experimentamos o universal no particular. Quando leio para minha filha, fico imaginando o que se passa dentro de sua cabeça, como será que ela interpreta cada entonação de voz, cada frase, cada nuance. Não há preocupação com o sono, ele virá, certamente, mas será preenchido com as aventuras que as palavras construírem. Os olhos parecem despertar. Pura ilusão. Ela está realmente com sono, mas não se entrega, a não ser àquele prazer particular que cada um de nós desfruta em seus referenciais íntimos. Ela curte de verdade.

Poesias, contos, histórias compridas com muitos capítulos, apenas imagens, importa apenas contá-las e vivê-las naquele instante de quietude.

- Boa noite papai.

 

domingo 07 fevereiro 2010 16:04 , em Educação


Águas de março

Oi Érica, parabéns pelo seu aniversário.

Ficou muito bom o som da lira junto com as flautas.

sexta 08 maio 2009 21:44 , em Música


Caçador de mim

A música que tocamos nos enriquece e nos aproxima.

Valeu galera!

Há um ano estamos juntos!

sexta 08 maio 2009 21:39 , em Música


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